O que é o Dízimo de Abraão?
O Dízimo de Abraão, relatado no livro de Gênesis, é uma prática milenar que transcende a mera transação financeira e se torna um símbolo de fé, gratidão e reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas.
Ao devolver a Deus a décima parte de tudo o que recebemos, estamos declarando que Ele é a fonte de toda bênção e provisão em nossas vidas, e que desejamos honrá-Lo com nossos bens e recursos.
“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14:20). Após uma grande vitória em batalha, Abraão encontra Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e lhe entrega o dízimo de todos os despojos da batalha. Este ato de Abraão é visto como um reconhecimento da soberania de Deus e um ato de adoração ao Criador.
A Origem do Dízimo: Gratidão, Reconhecimento e Adoração
A história do Dízimo de Abraão nos remete ao início da jornada de fé do patriarca. Deus o chamou para deixar sua terra natal e seus parentes, e lhe prometeu uma nova terra, uma descendência numerosa e bênçãos abundantes. Abraão, em obediência e confiança, se lançou nessa aventura de fé, e ao longo do caminho, experimentou a fidelidade e a provisão de Deus.
Honrando a Deus com Nossos Bens
Ao entregar o dízimo a Melquisedeque, Abraão reconheceu que a vitória na batalha não era resultado de sua própria força, mas da graça e do poder de Deus. Ele demonstrou sua gratidão e sua dependência de Deus através desse ato de generosidade.
O Dízimo no Antigo Testamento: Sustentando a Obra de Deus

“E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo seu ministério que exercem, o ministério da tenda da congregação.” (Números 18:21). O dízimo garantia que a obra de Deus fosse realizada de forma adequada e que os que se dedicavam ao Seu serviço tivessem suas necessidades supridas.
O Dízimo na Nova Aliança: Um Coração Grato e Generoso
No Novo Testamento, Jesus não aboliu a prática do dízimo, mas a confirmou e a elevou a um novo nível de significado. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e deixais o que é mais importante na lei, a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” (Mateus 23:23).
Jesus critica a hipocrisia dos fariseus, que se preocupavam com os detalhes da lei, mas negligenciavam os princípios mais importantes da justiça, da misericórdia e da fé. O dízimo, portanto, deve ser uma expressão de um coração transformado pela graça de Deus, um ato de gratidão e generosidade que reflete o amor a Deus e o desejo de contribuir para a Sua obra.
Dízimo e Prosperidade: Uma Questão de Fé e Obediência
A relação entre o dízimo e a prosperidade é um tema que gera muitos debates entre os cristãos. É importante ressaltar que o dízimo não deve ser visto como uma “fórmula mágica” para se obter riquezas, nem como uma forma de “barganha” com Deus.
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A Bíblia nos ensina que Deus é fiel e que Ele cuida de Seus filhos, mas a prosperidade não é necessariamente um sinal de Sua bênção, assim como a falta de recursos não é necessariamente um sinal de Sua desaprovação.
Motivação Correta, Coração Grato
O dízimo deve ser motivado pela gratidão a Deus e pelo desejo de contribuir para a Sua obra, não pela busca por benefícios próprios. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7).
Administração Responsável: Honrando a Deus e a Sua Igreja
A administração do dízimo é uma responsabilidade séria que deve ser exercida com transparência e integridade. As igrejas e organizações religiosas têm o dever de utilizar os recursos do dízimo de forma responsável, para o avanço do Reino de Deus e para o benefício da comunidade.
Prestação de Contas, Confiança e Generosidade
A transparência na gestão dos recursos e a prestação de contas aos membros da igreja são fundamentais para manter a confiança e a generosidade dos fiéis.
Conclusão
O Dízimo de Abraão é um princípio bíblico que nos ensina a honrar a Deus com nossos bens, reconhecendo que Ele é a fonte de toda bênção e provisão. É um ato de fé, gratidão e obediência, que nos permite participar da obra de Deus e contribuir para a expansão do Seu Reino.
A prática do dízimo deve ser voluntária e motivada por um coração cheio de gratidão a Deus, não por obrigação ou por interesse próprio. Que possamos ser fiéis a Deus em nossas finanças, administrando nossos recursos com sabedoria e generosidade, e confiando em Sua provisão abundante em nossas vidas.
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FAQ’s – Perguntas Frequentes
[sc_fs_multi_faq headline-0=”h3″ question-0=” O que é o Dízimo de Abraão?” answer-0=”É a prática de devolver a Deus a décima parte de nossos ganhos ou rendimentos, como um ato de gratidão e reconhecimento da Sua provisão.” image-0=”” headline-1=”h3″ question-1=”O dízimo é obrigatório para os cristãos?” answer-1=”Não, o dízimo deve ser uma oferta voluntária, motivada pelo amor e pela gratidão a Deus.” image-1=”” headline-2=”h3″ question-2=”Para que o dízimo deve ser usado?” answer-2=”Para o sustento da obra de Deus, incluindo o cuidado com os pobres e necessitados, a manutenção da igreja e a expansão do Reino de Deus.” image-2=”” headline-3=”h3″ question-3=”O dízimo garante prosperidade financeira?” answer-3=”A Bíblia ensina que Deus ama ao que dá com alegria e que a generosidade traz bênçãos, mas o dízimo não deve ser visto como uma forma de barganha com Deus.” image-3=”” headline-4=”h3″ question-4=”Qual a importância da administração responsável do dízimo?” answer-4=”A transparência e a integridade na administração do dízimo são essenciais para manter a confiança dos fiéis e garantir que os recursos sejam usados de forma ética e eficiente para a glória de Deus.” image-4=”” count=”5″ html=”true” css_class=””]