A História do Natal Parte 2: O Dia de Natal – Redimindo o Calendário
A Paz do Senhor! Chegamos ao Dia de Natal. Para alguns, é apenas um feriado; para outros, uma data comercial. E para muitos cristãos sinceros, surge a dúvida: “Devemos celebrar este dia ou ele tem origens pagãs?”. A resposta define como vivemos a nossa fé em meio à cultura.
Este estudo é a segunda parte da série, focando especificamente no Dia de Natal. Argumentaremos que, embora a data de 25 de dezembro seja simbólica, a celebração do nascimento de Cristo é biblicamente legítima e necessária. Analisaremos a origem histórica da data, refutaremos a ideia de que celebrar o Natal é idolatria e mostraremos como transformar este dia em um altar de adoração familiar.
O Dia de Natal não pertence ao comércio nem ao paganismo antigo; ele pertence a Cristo. É o dia que escolhemos para proclamar que a Luz venceu as trevas.
Dúvidas Frequentes
A celebração do Natal gera muitas perguntas. Vamos esclarecer as principais dúvidas sobre a legitimidade, o significado e a origem desta festa cristã.
É certo cristão comemorar o Natal?
Sim, é certo e recomendável. Celebrar o Natal é celebrar o evento central da nossa fé: a Encarnação de Deus. Embora a Bíblia não ordene a festa, ela celebra o evento com anjos, pastores e magos. Romanos 14:5-6 nos dá liberdade para distinguir dias para o Senhor. O problema não é celebrar, mas como celebrar. Se o foco é Jesus, o Dia de Natal é um ato de adoração.
Qual é o significado do Natal para os cristãos?
Para o cristão, o Natal significa Redenção. É o lembrete anual de que Deus cumpriu Sua promessa de Gênesis 3:15. Significa que não estamos sós no universo; o “Emanuel” (Deus conosco) veio armar Sua tenda entre nós para nos salvar dos nossos pecados.
O que a Bíblia fala sobre o Natal?
A Bíblia narra a História do Natal (o nascimento) em detalhes nos evangelhos de Mateus e Lucas. Ela mostra o céu em festa (anjos cantando) e a terra em adoração (pastores e magos). A Bíblia valida a alegria pelo nascimento do Salvador como uma “boa nova para todo o povo” (Lucas 2:10).
Qual é o significado da comemoração do Natal para os cristãos?
A comemoração é um ato de Testemunho e Memória. Ao separarmos o Dia de Natal, estamos dizendo ao mundo secular que a nossa esperança não está na política ou na economia, mas em Cristo. É também um momento pedagógico para ensinar às novas gerações as “grandezas de Deus” (Salmo 78:4).
O Natal tem origem pagã?
O nascimento de Jesus é um fato bíblico. A data de 25 de dezembro foi escolhida pela igreja antiga para coincidir com festivais romanos (como o Sol Invictus), não para adorar o sol, mas para declarar que Jesus é o verdadeiro Sol da Justiça (Malaquias 4:2). A igreja não copiou o paganismo; ela o substituiu e venceu com o Evangelho.
Dia de Natal
O “Dia do Natal” é um marco na fé cristã, celebrado em todo o mundo como o nascimento de Jesus Cristo. Entretanto, ao mergulharmos na história desta comemoração, deparamo-nos com uma jornada complexa, que remonta a práticas pagãs e adaptações no calendário litúrgico.
Este artigo busca explorar o significado profundo por trás do 25 de dezembro, lançando luz sobre suas origens e desafiando conceitos estabelecidos.
Ao investigarmos as raízes históricas, descobrimos que o 25 de dezembro já foi associado à festa pagã do Natalis Solis Invictus, dedicada ao Deus Persa Mitra. Orgias e embriaguez marcavam essas celebrações, contrastando vividamente com os princípios cristãos.
A pergunta crucial que surge é: será que o “Dia do Natal” que celebramos atualmente está em conformidade com o calendário judaico, que pode oferecer uma perspectiva mais precisa?
Para compreendermos a verdade por trás da data, é imperativo buscar orientação nas Escrituras Sagradas. O Livro de Lucas nos transporta ao contexto do nascimento de Jesus, estabelecendo uma base bíblica sólida para nossa análise.
“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse registrado” (Lucas 2:1).
Assim, convidamos você a embarcar nesta jornada teológica, explorando a história do Natal à luz da Palavra de Deus e questionando preconceitos estabelecidos.
Assista: A História do Natal: O Dia de Natal
Celebre o dia em que o Verbo se fez carne. Este vídeo reflete sobre o cumprimento da promessa divina, a manjedoura em Belém e o significado eterno do nascimento de Jesus para a humanidade.
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TRANSCRIÇÃO PARA ACESSIBILIDADE
A paz do Senhor. Chegamos ao grande dia: o Dia de Natal. Não é apenas uma data no calendário, mas o marco central da história. Em Gálatas 4:4, lemos: ‘Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher’.
O que os profetas anunciaram por séculos, o que o povo de Israel aguardava com ansiedade, finalmente aconteceu naquela noite silenciosa em Belém. O Criador se tornou criatura. O Rei dos Reis dormiu em um cocho de animais. O Dia de Natal é a prova de que Deus cumpre Suas promessas e de que Ele amou o mundo de tal maneira que nos deu o Seu melhor.
Que hoje, ao celebrar com sua família, o centro da festa seja Ele: Jesus, o nosso Emanuel, Deus conosco. Feliz Natal! Amém.
Origens Pagãs e o Natalis Solis Invictus
No desdobrar da história, o “Dia de Natal“ não era inicialmente associado à sagrada celebração do nascimento de Jesus, mas sim a uma festividade pagã conhecida como Natalis Solis Invictus, uma homenagem ao Deus Persa Mitra.
Esse evento, infelizmente, estava mergulhado em práticas longe dos princípios cristãos, como orgias sexuais e embriaguez.
Contudo, a virada ocorreu em 336 d.C., quando, em Roma, cristãos puderam, pela primeira vez, celebrar abertamente sua fé após a liberação do cristianismo no Império Romano através do Edito de Milão em 313.
Foi um marco significativo que pavimentou o caminho para a formalização do 25 de dezembro como a data oficial do Dia de Natal pela Igreja Católica, sob o pontificado do papa Júlio I, entre 337 e 352.
A aceitação dessa data não foi instantânea na Igreja Ortodoxa, sendo gradualmente adotada por diferentes igrejas orientais: Constantinopla e Capadócia em 380, Antioquia em 386, Alexandria em 432 e Jerusalém em 439.
Com o Edito de Tessalônica, de Teodósio, em 380, que oficializou o cristianismo, o Dia de Natal tornou-se uma celebração do império.
Interessante notar que, nesse período, o domingo, conhecido como Dies Solis dedicado ao sol, foi escolhido como Dies Dominicus, o Dia do Senhor. Essa escolha foi fundamentada na ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, um domingo, transformando o Dies Solis pagão em um símbolo cristão.
A importância do domingo foi reforçada ao ser declarado dia obrigatório de descanso, estabelecendo normas legais e religiosas que o tornavam sacrossanto.
Assim, o “Dia de Natal” passou por uma metamorfose, transcendendo suas origens pagãs para se tornar uma celebração central na fé cristã, marcando o nascimento da luz do mundo, Jesus Cristo.
Calendário Romano Primitivo
O Calendário do Imperador Romulo

A atribuição da criação do primeiro calendário remonta a Rômulo, o lendário fundador da cidade de Roma. Este calendário pioneiro marcava o início do ano em março e apresentava uma estrutura única com apenas 10 meses, distribuídos entre seis com 30 dias e quatro com 31 dias, totalizando modestos 304 dias anuais.
Os quatro primeiros meses, Martius, Aprilis, Maius e Junius, não apenas denotavam a passagem dos meses, mas também reverenciavam os deuses da mitologia romana. A sequência prosseguia com Quintilis, Sextilis, September, October, November e December, destacando a ordenação cronológica dos meses no calendário romulano.
- MÊS 1 – MARTIUS – 31 dias, dedicado a Marte
- MÊS 2 – APRILIS – 30 dias, dedicado a Apolo
- MÊS 3 – MAIUS – 31 dias, dedicado a Júpiter
- MÊS 4 – JUNIUS – 30 dias, dedicado a Juno
- MÊS 5 – QUINTILIS – 31 dias
- MÊS 6 – SEXTILIS – 30 dias
- MÊS 7 – SEPTEMBER – 30 dias
- MÊS 8 – OCTOBER – 31 dias
- MÊS 9 – NOVEMBER – 30 dias
- MÊS 10 – DECEMBER – 30 dias
Cada mês carregava consigo não apenas uma divisão temporal, mas também um tributo aos deuses que, na visão romulana, influenciavam os eventos da vida cotidiana.
Esta estrutura original do calendário, com sua simplicidade e reverência mitológica, oferece uma fascinante visão das origens temporais de Roma e contribui para a compreensão das raízes históricas que culminaram na celebração do “Dia de Natal” no contexto romano e cristão.
Calendário Romano de Numa Pompílio
A história do calendário romano toma uma nova forma sob o reinado de Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, que governou aproximadamente entre 715 e 673 a.C. Este visionário líder, reconhecendo uma lacuna no antigo calendário, empreendeu uma reestruturação significativa, dando origem ao Calendário Romano de Numa Pompílio.
Numa Pompílio introduziu os meses de janeiro e fevereiro, preenchendo uma lacuna de tempo anteriormente não contabilizada. Seu sistema inovador consistia em um ano de 12 meses, totalizando 355 dias no total. Cada mês, além de representar uma divisão temporal, era uma homenagem a diversas divindades, uma prática profundamente enraizada na mitologia romana.
- MÊS 1 – JANUARIUS – 29 dias, dedicado a Janus
- MÊS 2 – MARTIUS – 31 dias, dedicado a Marte
- MÊS 3 – APRILIS – 29 dias, dedicado a Apolo
- MÊS 4 – MAIUS – 31 dias, dedicado a Júpiter
- MÊS 5 – JUNIUS – 29 dias, dedicado a Juno
- MÊS 6 – QUINTILIS – 31 dias
- MÊS 7 – SEXTILIS – 29 dias
- MÊS 8 – SEPTEMBER – 29 dias
- MÊS 9 – OCTOBER – 31 dias
- MÊS 10 – NOVEMBER – 29 dias
- MÊS 11 – DECEMBER – 29 dias
- MÊS 12 – FEBRUARIUS – 28 dias, dedicado a Februs
Cada mês, meticulosamente projetado, não apenas marcava o fluxo do tempo, mas também honrava divindades específicas, incorporando a rica espiritualidade romana à contagem dos dias.
A visão de Numa Pompílio transcendeu as limitações do calendário anterior, estabelecendo uma fundação duradoura que perdurou ao longo dos séculos, influenciando as tradições temporais que eventualmente se conectariam ao significado do “Dia de Natal” na cultura romana e além.
Calendário Romano Juliano
A busca por uma contagem precisa dos dias, alinhada às mudanças das estações, levou Júlio César a convocar o renomado astrônomo Sosígenes para solucionar esse desafio.
Em 45 a.C., entra em vigor o revolucionário sistema de três anos com 365 dias, seguido por um ano bissexto com 366 dias. Essa inovação visava assegurar que a contagem do tempo coincidisse de maneira exata com as mudanças sazonais, proporcionando uma harmonia entre o calendário e a natureza. Nesse contexto, Fevereiro assume a posição de segundo mês do ano, e Quintilis é rebatizado como Julius, uma homenagem sincera a Júlio César.
- MÊS 1 – JANUARIUS – 31 dias, dedicado a Janus
- MÊS 2 – FEBRUARIUS – 28 ou 29 dias, dedicado a Februs
- MÊS 3 – MARTIUS – 31 dias, dedicado a Marte
- MÊS 4 – APRILIS – 30 dias, dedicado a Apolo
- MÊS 5 – MAIUS – 31 dias, dedicado a Júpiter
- MÊS 6 – JUNIUS – 30 dias, dedicado a Juno
- MÊS 7 – JULIUS – 31 dias, dedicado a Júlio César
- MÊS 8 – SEXTILIS – 31 dias
- MÊS 9 – SEPTEMBER – 30 dias
- MÊS 10 – OCTOBER – 31 dias
- MÊS 11 – NOVEMBER – 30 dias
- MÊS 12 – DECEMBER – 31 dias
O Calendário Romano Juliano representou não apenas uma conquista temporal, mas uma conexão cuidadosamente orquestrada entre a passagem dos dias e a cadência da natureza.
Essa sincronia tornou-se parte fundamental da cultura romana, proporcionando alicerces sólidos que ecoam nas tradições contemporâneas, inclusive na celebração do “Dia de Natal”.
Calendário Romano de Augusto
Uma decisão significativa tomada pelo Senado Romano ecoou nas páginas da história: a mudança do nome do mês Sextilis para Augustus, uma homenagem marcante ao último imperador romano, Augusto.
- MÊS 1 – JANUARIUS – 31 dias, dedicado a Janus
- MÊS 2 – FEBRUARIUS – 28 ou 29 dias, dedicado a Februs
- MÊS 3 – MARTIUS – 31 dias, dedicado a Marte
- MÊS 4 – APRILIS – 30 dias, dedicado a Apolo
- MÊS 5 – MAIUS – 31 dias, dedicado a Júpiter
- MÊS 6 – JUNIUS – 30 dias, dedicado a Juno
- MÊS 7 – JULIUS – 31 dias, dedicado a Júlio César
- MÊS 8 – AUGUSTUS – 31 dias, dedicado a Augusto
- MÊS 9 – SEPTEMBER – 30 dias
- MÊS 10 – OCTOBER – 31 dias
- MÊS 11 – NOVEMBER – 30 dias
- MÊS 12 – DECEMBER – 31 dias
Essa alteração não apenas conferiu um novo nome ao calendário, mas também reverenciou o líder que deixou uma marca indelével na história romana. O mês Augustus, agora incorporado à sequência, tornou-se um tributo duradouro à influência e legado do último imperador romano.
Essa mudança ressoa até os dias atuais, marcando não apenas a passagem do tempo, mas também a tradição que, eventualmente, encontraria espaço na celebração do “Dia de Natal”.
O Calendário Gregoriano e a Revolução Temporal
Em um marco crucial, em 24 de fevereiro de 1582, o Papa Gregório XIII decretou uma transformação significativa na contagem do tempo por meio da bula papal intitulada “Inter Gravíssimas”. Essa iniciativa pioneira deu origem ao Calendário Gregoriano, uma resposta perspicaz para alinhar o ano civil ao ano solar, o período que a Terra leva para completar uma órbita ao redor do Sol.

A implementação do Calendário Gregoriano teve início em outubro do mesmo ano, marcando uma mudança extraordinária na organização temporal.
Como parte desse ajuste, dez dias do mês foram omitidos, resultando em uma transição direta do dia quatro para o dia 15.
Este calendário inovador não apenas divide o ano em quatro trimestres, mas também introduz uma divisão temporal em duas eras distintas: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). Além disso, a sigla A.D. (Anno Domini, ou Ano do Senhor) é utilizada para referenciar os anos após o nascimento de Cristo.
Em meio a essa revolução temporal, é impossível ignorar o papel crucial desempenhado por Galileu Galilei, cujas contribuições para a ciência e observação astronômica influenciaram indiretamente o ajuste preciso do Calendário Gregoriano.
Este calendário, além de refletir a harmonia entre o homem e o cosmos, teve um impacto duradouro que se estende até os dias atuais, moldando inclusive a celebração do “Dia de Natal”.
Calendário Judaico
O calendário judaico, conhecido como luach em hebraico, representa o sistema temporal que o povo judeu utiliza para marcar eventos significativos, desde aniversários até festividades, casamentos, falecimentos e celebrações religiosas.
Segundo a tradição hebraica, a contagem dos anos tem início com a criação de Adão. Em 2021, o calendário judaico viu o advento do ano 5782, iniciando em 6 de setembro e encerrando em 26 de setembro de 2022 no calendário gregoriano.

A origem do calendário judaico remonta a mais de 3 mil anos e está enraizada em narrativas religiosas. De acordo com a crença judaica, Deus teria indicado a Moisés a lua nova do mês Nissan (março/abril) pouco antes da libertação dos escravos hebreus do Egito.
Esse evento crucial é datado como 2448 anos após a criação do homem (Adão), servindo como ponto de partida para a contagem temporal deste calendário singular.
O calendário judaico não é apenas uma ferramenta de marcação do tempo, mas um testemunho vivo da tradição e espiritualidade judaicas, moldando a vida cotidiana e as festividades religiosas.
Enquanto nos envolvemos nas páginas desse calendário, é impossível não reconhecer a riqueza cultural e a profundidade espiritual que desempenham um papel fundamental até mesmo na contemplação do “Dia de Natal” na perspectiva judaica.
Tabela: Mitos e Verdades sobre o Dia de Natal
Esta tabela ajuda a separar o que é tradição humana do que é fato bíblico e histórico, trazendo clareza para a celebração.
| Mito ou Conceito Comum | A Verdade Bíblica e Histórica | Significado para o Cristão |
| “Jesus nasceu dia 25 de Dezembro” | É uma data simbólica e litúrgica escolhida pela Igreja Antiga, não a data histórica exata. | Jesus é o Senhor do Tempo e o verdadeiro “Sol da Justiça” que vence as trevas do inverno. |
| “Natal é uma festa pagã” | A data substituiu festas pagãs (Solstício), mas o motivo (Encarnação) é puramente bíblico. | O Evangelho não foge da cultura, ele a redime. Celebramos a vitória de Cristo sobre o paganismo. |
| “Árvore de Natal é idolatria” | Não há base bíblica para condenar o uso de árvores como decoração. | O pinheiro (sempre verde) simboliza a Vida Eterna em Cristo, que não morre mesmo no “inverno” da vida. |
| “Cristão não deve celebrar dias” | A Bíblia dá liberdade de consciência (Romanos 14:5-6 e Colossenses 2:16). | “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz”. O dia é santificado pela nossa gratidão. |
| “Natal é sobre dar presentes” | O consumismo sequestrou a data. | Natal é sobre Deus nos dar o Maior Presente (Jesus) e nós O adorarmos com ofertas (como os Magos). |
O Nascimento de Jesus Segundo as Escrituras
No Evangelho de Lucas 1:5, encontramos a narrativa de que Zacarias, pai de João Batista e esposo de Isabel, pertencia ao turno de Abias.
Conforme registrado em 1 Crônicas 24, Davi dividiu os sacerdotes em 24 turnos, cada um com 15 dias. Dessa forma, esses turnos abrangiam todo o ano. O verso 10 especifica que Abias estava no oitavo turno.
Considerando que havia dois turnos por mês, e o calendário judaico iniciava em Nisã (março/abril), é plausível inferir que a segunda quinzena de Tamuz (julho) seria o período do anúncio do nascimento de João Batista e o início da gestação de Isabel (Lucas 1:23-25).
Quanto a Jesus, o Evangelho de Lucas 1:26-36 relata que Maria engravidou quando Isabel, sua parenta, estava no sexto mês de gestação, correspondente ao mês de Tevet (dezembro/janeiro).
Logo, Jesus nasceria nove meses depois, no mês de Etanim (setembro/outubro). Essa interpretação emerge como uma hipótese plausível para a época do nascimento de Jesus, conforme as escrituras.
Ao explorar esses detalhes bíblicos, mergulhamos na riqueza das narrativas que fundamentam a tradição do “Dia de Natal”, oferecendo uma perspectiva enraizada nas Escrituras Sagradas.
Conclusão
Ao desvendar as páginas sagradas da Bíblia, somos levados a uma jornada fascinante que traça as origens do Dia de Natal, evento reverenciado em todo o mundo cristão. A minuciosa análise dos Evangelhos de Lucas nos proporciona insights cruciais sobre os eventos que antecederam o nascimento tanto de João Batista quanto de Jesus.
Principais Lições
- A data é secundária, o fato é primário: Não importa se foi em dezembro ou setembro; o que importa é que o Verbo se fez carne.
- Cristianizar o Calendário: Celebrar o Dia de Natal é afirmar que Jesus é o Senhor do tempo e da história, vencendo o paganismo.
- Liberdade com Propósito: Somos livres para celebrar, desde que o façamos para a glória de Deus e não para a glória do consumo.
- Família Sacerdotal: Os pais devem usar o Dia de Natal para ministrar a Palavra aos filhos, criando memórias espirituais eternas.
Vamos Falar com Deus
Santo Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Nós Te louvamos neste tempo de Natal. Obrigado porque, na plenitude dos tempos, enviaste Teu Filho, nascido de mulher, para nos resgatar. Pedimos, Espírito Santo, que santifiques o nosso Dia de Natal. Livra-nos das distrações do materialismo e da frieza do legalismo. Que a nossa celebração seja um aroma suave a Ti. Que Jesus seja o centro da nossa mesa, da nossa conversa e da nossa alegria. Em nome de Jesus, Amém!
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FAQ’s Perguntas Frequentes
Onde na Bíblia podemos encontrar detalhes sobre o “Dia de Natal”?
A narrativa do “Dia de Natal” não está explicitamente na Bíblia, mas detalhes sobre o nascimento de Jesus podem ser encontrados nos Evangelhos de Mateus e Lucas.
Qual a relação entre o nascimento de João Batista e o “Dia de Natal”?
A organização dos turnos sacerdotais, como descrito em 1 Crônicas 24, fornece um contexto temporal para entender a proximidade temporal entre o nascimento de João Batista e o “Dia de Natal”.
O calendário judaico influenciou a celebração do “Dia de Natal”?
O calendário judaico desempenha um papel crucial nas interpretações sobre o “Dia de Natal”, fornecendo referências temporais nos Evangelhos.
O que significa Etanim em relação ao “Dia de Natal”?
Etanim, referido como setembro/outubro no calendário gregoriano, é sugerido como o mês do nascimento de Jesus em algumas interpretações.
Há divergências entre as interpretações sobre o “Dia de Natal”?
Sim, interpretações variam, e as divergências muitas vezes surgem de diferentes abordagens aos textos bíblicos.
Como as tradições cristãs incorporaram o “Dia de Natal” ao longo dos séculos?
Ao longo dos séculos, as tradições cristãs desenvolveram rituais e celebrações em torno do “Dia de Natal”, integrando elementos culturais e religiosos.
Qual a importância espiritual associada ao “Dia de Natal”?
Além das celebrações festivas, o “Dia de Natal” é visto espiritualmente como um momento de renovação, esperança e reflexão sobre o significado do nascimento de Jesus.
O “Dia de Natal” é celebrado da mesma forma em todas as culturas cristãs?
Não, as celebrações podem variar entre as culturas cristãs, incorporando tradições locais e costumes específicos.
Como as interpretações bíblicas impactam as celebrações do “Dia de Natal” hoje?
As interpretações bíblicas moldam a compreensão do significado do “Dia de Natal”, influenciando a forma como é celebrado e vivenciado.
Além das narrativas do nascimento, há outras passagens bíblicas associadas ao “Dia de Natal”?
Embora não haja passagens específicas sobre o “Dia de Natal”, diversas passagens proféticas e messiânicas são frequentemente relacionadas à época natalina.
Quiz Bíblico
A História do Natal – Parte 2
Quiz Bíblico Concluído!
Infográfico de Reforço
Por Que 25 de Dezembro?
Uma investigação sobre a origem da data do Natal, mostrando como a Igreja transformou um festival pagão na celebração da Verdadeira Luz.
Uma Escolha Simbólica
A Bíblia não diz a data exata do nascimento de Jesus. Historiadores e teólogos concordam que o dia 25 de Dezembro não é o aniversário biológico de Cristo, mas uma data escolhida estrategicamente pela Igreja no século IV.
Não é sobre o "Quando"
É sobre o "O Que" e o "Por Quem". O foco é o significado do evento, não o calendário.
A Data é um Símbolo
Uma resposta cristã aos festivais do solstício de inverno.
A Estratégia da Luz
No Império Romano, 25 de Dezembro era a festa do "Sol Invicto" (*Sol Invictus*), celebrando o renascimento do sol após os dias mais escuros do inverno. A Igreja fez uma jogada ousada.
A Festa Pagã
Adoravam o sol físico, temendo a escuridão do inverno e pedindo o retorno da luz e do calor para a terra.
A Resposta Cristã
Os cristãos declararam: "Nós não adoramos o sol criado, mas o Criador do sol. Jesus é o verdadeiro 'Sol da Justiça' (Malaquias 4:2) que vence a escuridão do mundo."
Ao marcar o Natal nesta data, a Igreja transformou um festival de idolatria em uma celebração da Encarnação.
O Significado Acima do Calendário
Saber a origem da data não diminui o Natal; pelo contrário, reforça sua mensagem. É a proclamação de que a Luz de Cristo brilha nas trevas mais profundas.
A Luz do Mundo
Jesus veio para iluminar a todos (João 1:9). Ele é a resposta para a escuridão espiritual.
Deus Conosco
Celebramos o fato histórico e eterno da Encarnação: Deus se fez homem para habitar entre nós.
Todo Dia é Natal
Não precisamos de uma data exata para celebrar. A vinda de Cristo é a nossa alegria diária e eterna.





